terça-feira, 2 de outubro de 2007

já volto...

não pensem que me fui embora

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quinta-feira, 27 de setembro de 2007


Procura-se um sapo. Não, não é aquele que nos fornece o acesso à net. É outro, sapo mesmo. Um que até tem nome de gente, embora por vezes também use a denominação da sua espécie traduzida para inglês, e escreve prosas e poemas (escreverá?) tão bonitinhos, tão lamechas, tão romanticozinhos, tão… sei lá o quê, que depois de passarmos pelos locais onde os publicava era obrigatório um duche para nos limparmos das dezenas de lambuzadelas com que dali saíamos.

Dão-se alvíssaras a quem informar a máfia do seu paradeiro.

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quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Foto daqui

May I have your attention please?
May I have your attention please?
Will the real Slim Shady please stand up?
I repeat, will the real Slim Shady please stand up?
We're gonna have a problem here..
(...)
'Cause I'm Slim Shady, yes I'm the real Shady
All you other Slim Shadys are just imitating
So won't the real Slim Shady please stand up,
please stand up, please stand up?
(...)
Ha ha
Guess there's a Slim Shady in all of us
Fuck it, let's all stand up

Eminem

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terça-feira, 25 de setembro de 2007

remember?

Foto Elena Vasilieva

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what the fuck...

Foto de Kältetod


do you want?

p.s. apagaste os comentários? oooohhh!!!!

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segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Golo!!!


Marcou o golo de cabeça, correu para o lado direito da baliza, juntou as mãos e baixou a cabeça como se rezasse. Um raio de luz desceu do céu negro e, mais potente que os holofotes do estádio, iluminou-o. E ele ficou branco, resplandecente, depois passou a amarelo forte e por fim vermelho. Ardeu alguns segundos numa chama brilhante (better to burn out than to fade away) e por fim desfez-se em cinza.

Uma voz tronituante ouviu-se por todo o estádio calando adeptos e altifalantes - o vosso desejo foi satisfeito, cumpram agora a vossa promessa, todos a Fátima, de joelhos, orar aos pastorinhos.

A luz desapareceu e os adeptos dedicaram-lhe uma enorme ovação.

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domingo, 23 de setembro de 2007

You´ve Got Mail

Foto de Calvato

Enquanto olho roupas coloridas a secar em varandas e pombos a debicar migalhas de bolos secos.Enquanto devaneio, close up, shut down, log out.
Dependuro-me num rochedo e envio um e-mail. Atiro promessas de gigas aos pombos, que se riem e me pedem para lhes descarregar uma foto da internet.
Enquanto reparo em tudo, parecendo que não, atiro a placa gráfica contra um poste de alta tesão, e enquanto isso os pombos desatam-se a rir e as roupas nas varandas dançam freneticamente ao som dos Scorpion.
Tenho o focinho dum jipe a olhar para mim. Olá, encantado...Equilibro-me em cima dum calhau e aproveito para lhe enviar um e-mail. O jipe pisca-me o farol e esfrego os olhos quase sem acreditar. Já? Pisca-me o outro farol que parece um olho e finalmente os pombos aproximam-se, cercam-me, aumentam de tamanho, transformam-se. Uns parecem camelos, outros vermes e outros sacodem as asas e tentam voar.
Enquanto sinto um formigueiro nas pernas olho um anúncio do Sistema Integrado de Gestão de Óleos Usados. O jipe baixou os faróis, entra-me na boca uma asa de pombo, engasgo-me e começo a tossir. Tento fugir. A sola dos ténis cola-se no Sistema Integrado, o jipe olha-me meigamente, deve ter gostado do e-mail.
Enquanto tento beber mais um café, sem adoçante se faz favor, que mania de adoçar, o pombo-verme dá um piparote na chávena e atira-me um post com cheiro a patchouli, enquanto o pombo-camelo se ri alarvemente e o pombo-asas se esconde debaixo da mesa.
Decido mandar um e-mail ao pombo-verme, enquanto o jipe semicerra os olhos meigos e avança lentamente, engatando as mudanças, tentando subir o passeio, enquanto murmura I lov´you.
Enquanto as roupas nas varandas dançam um tango, aproveito e mando-lhes também um e-mail. Just in the case.
O jipe finalmente senta-se, tímidamente, e diz-me "ai" em vez de "hi", enquanto debita um poema erótico.
Enquanto tremo de emoção, vou buscar a placa gráfica caída na beira do passeio. E quando ele repete I lov´you, vomito pedacinhos de asa de pombo, tomo um guronsan e faço shut down.

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sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Confidência


Foto de Julia Borodina

Diz o meu nome
pronuncia-o
como se as sílabas te queimassem os lábios
sopra-o com a suavidade
de uma confidência
para que o escuro apeteça
para que se desatem os teus cabelos
para que aconteça

Porque eu cresço para ti
sou eu dentro de ti
que bebe a última gota
e te conduzo a um lugar
sem tempo nem contorno

Porque apenas para os teus olhos
sou gesto e cor
e dentro de ti
me recolho ferido
exausto dos combates
em que a mim próprio me venci

Porque a minha mão infatigável
procura o interior e o avesso
da aparência
porque o tempo em que vivo
morre de ser ontem
e é urgente inventar
outra maneira de navegar
outro rumo outro pulsar
para dar esperança aos portos
que aguardam pensativos

No húmido centro da noite
diz o meu nome
como se eu te fosse estranho
como se fosse intruso
para que eu mesmo me desconheça
e me sobressalte
quando suavemente
pronunciares o meu nome

Mia Couto

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quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Irracionais, loucos e outras xaxas



Há quem questione se os animais serão “irracionais” deixando em aberto a pergunta se não seremos nós, os humanos, mais irracionais do que eles e esquecendo-se que somos tão animais como eles (não me excluo). E que se sinta “desajustado e isolado” mas que “dentro do contexto em que se integra, segue as regras do jogo”. Esta última frase corroboro-a completamente. O resto…

“No one knows what it's like
To be the bad man
To be the sad man
Behind blue eyes
(…)
But my dreams
They aren't as empty
As my conscience seems to be
(…)”

The Who

Depois há também quem afirme que é louco (quem diz a verdade a mais não é obrigado) mas que também apoia essa tese e escreva pérolas destas:

“(…)
- É verdade, Sónia! Eu sou gay e só tenho de te pedir desculpa por te ter usado. A minha intenção era não ter namorada para me ocultar dos preconceitos da sociedade, mas tu tanto insististe... Penso que o namoro acaba aqui. Mas quero continuar teu amigo porque sou mesmo muito teu amigo.
As lágrimas deslizavam pela face sardenta da jovem.
- Tenho de desaprender a amar-te e olhar para ti só como amigo. Eu adoro-te, tu sabes, e isto é muito violento para mim – disse ela.
- Também gosto muito de ti, mas eu sou como sou e não consigo mudar.
(…)”

Isto é de ir às lágrimas – desculpem a interrupção, tive de ir buscar um lenço para assoar o ranho e um pano para limpar o teclado - e começo-me a inclinar para a teoria de que os humanos é que são os irracionais. Verdade! Será que nunca pensaste em te candidatar à TVI para fazer um guião de telenovela? Pensa nisso…
COLLIGE ROSAS
( atrapa la rosa )

Rosa Odorata
Dos palabras
Rosa Leavigata
El viento vuela de los labios
y se lleva la hoja blanca
Rosa Damascena
Oh dime qué piensa dime
la tarde que tras el vértigo cae
Rosa Sentigera
y nos va dejando dos manojos
de certezas aún frescas
Rosa Odorata
en lenguas muertas.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Cinderela



Ai Cinderela, Cinderela
que me deixaste aqui a chinela
(exótica, chinesa)
e fugiste pela janela
para não mais voltar.
Será 37 ou 45 a medida?
Ai que inquietação
nestas noites de Verão
em que o meu coração
bate e bat e ba e b
(acalma lá um bocadinho senão vou parar ao hospital)
louco, louco de emoção.
Ai Cinderela, Cinderela
vem depressa buscar a chinela
porque já gastei a aromática vela
e eu tenho que ficar à janela
para o meu nariz aliviar.

domingo, 16 de setembro de 2007

Still loving you

Foto de Erwin Olaf's


Sinto-me fremente
no borbulhar da massa
do teu bolo de chocolate.
Amaço-te o peito
O peito doce, doce
e aveludado.
No teu tom moreno
de mate.
Teus olhos, achas que não
significam nada para mim?
Procuro o princípio
e não o fim.
E tu, desconhecida e pura
que tens para me dar?
Só o teu tom
de mate
naquele doce de chocolate
que escondes no teu olhar?

sábado, 15 de setembro de 2007

I will survive


“We'll present documented evidence for a place called hell. Don't take what you're going to read lightly. If what you read is true — YOU COULD BE IN SERIOUS DANGER!

- i want to see your ip!
- tás parvo? isto é o da Joana ou quê?
- repito, quero ver o teu ip!
- ouve bem meu mafioso de merda o meu ip é só para ser visto por gajos charmosos e tu és um gorila da 24 de Julho. se me continuas a chatear os cornos chamo os anjos da noite
- darling e eu telefono para a Carolina Salgado e ela manda-me cá uns camaradas para tratarem da saúde aos teus anjos. passaporte e viagem paga direitinha ao inferno
- esqueces-te que já nos mandaram para lá
- quem???
- não lês as notícias?
- no Jogo não vinha nada disso
- se lesses imprensa séria tinhas sabido, foram os anjos
- OS ANJOS???? mas esses tipos cantam e também fazem isso? não se pode gostar de ninguém…

fuck you, vou pedir aos McCann uma cunha para uma audiência com o Papa. ou então ao Jardim Gonçalves, a Opus Dei também sabe lidar com os anjos tresmalhados.

tresmalhados? ai Jesus onde estás ? na igreja da Praia da Luz? porque deixas que o teu rebanho enverede pelos caminhos da escuridão?

i'm coming, i’m coming

já? ainda agora começámos…

Oremos!



Caros irmãos e irmãs
No final de um ano, que para a Igreja e para o mundo foi riquíssimo de acontecimentos, ao lembrar do mandamento do Apóstolo: "Caminhai... firmes na fé... transbordando em acções de graças" (Cl 2, 6-7), esta noite encontramo-nos juntos para elevar um hino de agradecimento a Deus, Senhor do tempo e da história. (…)”



Sendo assim, caros irmãos e irmãs, elevemos os nossos cânticos aos céus para dar graças por um dia acontecer… porque, noutro dia, a vida pode, súbito, fenecer… e que apenas um dia, um dia mais, nos é permitido ser… (bolas, tenho que ir a correr ver a agenda telefónica para ver se ainda dou umas quecas neste Último Dia…).


Ai… o que me dói estar aqui estendida nesta rede (ou será no canapé da Emmanuelle?) esperando por ti, abraçada, abrasada por este sol de Verão e quente por ti meu cavaleiro (motard poeta, claro, senão põe-te a milhas). Ai meu amor… o que me vale são as sea blue shells, aqui tão perto – cerca de 150 Km – em que me revejo e me transformo e me refresco de cada vez que escrevo aqui neste blogue.


Caros irmãos e irmãs, agradeçamos a Deus por não sermos bolas brancas de um qualquer jogo de bilhar dos bombeiros e, acima de tudo, por não termos de aturar putos estúpidos no dia a dia do nosso (des)contentamento.


Amém

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Sei que a ternura

Sei que a ternura
Não é coisa que se peça,
E dar-se não significa
Que alguém a queira ou mereça.
Estas verdades,
Que são do senso comum,
Não me dão conformação
Nem sentimento nenhum
De haver força e dignidade
Na minha sabedoria…
Eu preferia - Sinceramente, preferia! -
Que, contra as leis recolhidas
No que ficou dos destroços
De outras vidas,
Tu me desses a ternura que te peço;
Ou que, por fim, reparasses
Que a mereço.

Reinaldo Ferreira, "Poemas", Edições Vega

Carinhos 6889

Fotografia de Zbyszek Filipiak
Hoje acordei com os beijos virtuais dos meus queridos(as) amigos(as), que me inundaram com a sua amizade sincera.
Queridos(as) amigos(as), amo-vos a todos sem excepção. Neste dia em que faço 153 anos, sinto-me cada vez mais eternamente menino.
As prendas que vocês me deram, meus queridos(as) amigos(as), neste dia tão importante, são um incentivo para que eu continue a ser a pessoa simples, mas também marota, que tanto vos encanta.
Espero continuar a corresponder à ternura e amizade dos meus amigos(as), e à confiança que depositam em mim. Sem vocês, meus queridos(as) amigos(as), nada sou. Preciso de vocês como de pão para a boca, sois a esperança num mundo melhor, mais justo e fraterno.
Quando acordo, é em vós que penso, meus amigos(as). Olho os vossos links com carinho e uma imensa ternura invade o meu coração.
Não sei que mais posso dizer para mostrar a minha eterna gratidão.
Bem hajam por existirem e obrigado a todos, meus queridos(as) amigos(as).